Em conversa com os residentes – East Atlantic Engineering

A EAE – East Atlantic Engineering – é uma empresa focada no desenvolvimento de soluções de e-commerce e de produto digital.

Em conversa com os nossos residentes, ficámos a conhecer um pouco melhor o seu trabalho, a sua dinâmica dentro do nosso HUB e os obstáculos que enfrentaram perante a pandemia covid-19.

No vosso website, o separador Team é um elemento dinamizador e dá-nos a conhecer o lado mais pessoal da vossa equipa. Sentem que a base da East Atlantic Engineering são as relações interpessoais?

O maior valor das empresas é, ou deveria ser, o seu capital humano. Sem uma equipa coesa e motivada não garantiríamos o elevado nível de qualidade na nossa entrega. Para termos clientes felizes temos que garantir ter uma equipa igualmente motivada e orgulhosa do trabalho que produz.

Somos uma equipa bastante equilibrada, formada por pessoas de diferentes backgrounds e formação, plenamente identificada com os valores que nos definem como empresa. Desenvolvemos relações duradouras e de “eye-level” com os nossos clientes. Isso deve-se à forma como as nossas relações internas se caracterizam: respeito, valorização da expertise de cada um, responsabilização e gosto pelo trabalho em equipa.

Passamos 8 horas por dia a trabalhar juntos. Muitas das vezes remotamente. Em projetos que envolvem diferentes skills, desde Estratégia e Conteúdos, passando pelo Design UX/UI e culminando no Desenvolvimento.

Cultivamos a relação entre todos estes intervenientes com diferentes mindsets assim como o seu desenvolvimento pessoal e profissional, tendo sempre a preocupação de respeitar o seu tempo fora da empresa.

O nosso processo de trabalho, envolve diretamente o cliente na definição e desenvolvimento dos diferentes projetos, gerando a interação direta entre as nossas equipas e o cliente. Esta é uma outra dimensão de relacionamento interpessoal fulcral ao nosso negócio. Não é por acaso que 80 a 90% dos nossos clientes são ganhos por sermos referenciados por outros clientes.

Provavelmente deveríamos ter um outro separador com as fotos dos nosso clientes/pessoas em vez de Logótipos das empresas em que trabalham.

Uma das características deste HUB Criativo é a disponibilização de espaços flexíveis, que respondem a várias necessidades de configuração, permitindo o branding de cada residente. De que modo é que o vosso espaço se adapta e transmite a essência da East Atlantic Engineering?

Começo por um statement: adoramos o edifício, o nosso espaço e a vizinhança. Há um mix fantástico entre Indústrias Criativas e Tecnologia que potencia a criatividade e, inclusivamente, gera negócio entre esta comunidade de empresas.

Para além disso estamos no Bairro Alto. Também esta vizinhança de bairro tradicional lisboeta com a nova layer de habitantes vindos de todas as partes do mundo é bastante agradável.

O nosso espaço é bastante fluido: não há locais fixos de trabalho e temos diversos espaços polivalentes que tanto funcionam como salas de reunião ou videoconferência como servem para alojar parceiros nossos nacionais ou internacionais que estão temporariamente a utilizar as nossas instalações. O formato em open-space, com várias zonas de convívio, é perfeito para a nossa metodologia de trabalho – em grupo, de forma informal – numa abordagem conjunta a cada projeto.

Numa só palavra, o que vos destaca das restantes empresas de soluções digitais? É esse o motivo do vosso crescimento?

Vou usar três palavras: Transparência, Frontalidade e Lealdade.

Somos transparentes nas soluções escolhidas para os projetos. Explicamos os detalhes e não nos escondemos por detrás de um jargão pseudo-tecnológico. Quase 20 anos de experiência e algum bom-senso ensinaram-nos que esta é a melhor abordagem.

Somos objetivos e frontais na comunicação pois comunicamos muito com os nossos clientes. Quanto melhor e mais clara é a comunicação mais tempo, dinheiro e dores de cabeça poupamos aos nossos clientes e à nossa equipa.

Somos leais. Valorizamos relações de longo prazo em que o cliente e a EAE são uma única equipa. Temos clientes que estão connosco há 6 e 7 anos quando o ciclo normal de relacionamentos entre empresas de perfil semelhante ao nosso e os seus clientes é de 2 a 4 anos.

A pandemia teve um grande impacto nas empresas de comunicação no que toca ao contacto face-to-face entre empresa e cliente. No entanto, também levou a uma elevada migração para o online. Sentem que a mudança pós-pandemia foi benéfica para o vosso negócio?

A East Atlantic Engineering é uma empresa tecnológica com uma forte especialização em desenvolvimento de soluções de e-commerce e de produto digital.

Trabalhamos, desde muito antes da pandemia, para uma série de clientes sediados na Alemanha, Suíça, Áustria, Reino Unido e Estados Unidos. O trabalho remoto e o modelo misto de trabalho entre casa e escritório fazem parte da nossa realidade e cultura de empresa desde sempre. Logo não sofremos muito com esta mudança.

A pandemia fez com que os clientes valorizassem ainda mais o nosso trabalho e provocou uma mudança de mentalidade em clientes mais tradicionais que resolveram abrir novos canais digitais.

Para além disso, os hábitos de consumo e de relacionamento foram completamente alterados: procura-se mais informação online, compra-se tudo online, reúne-se online. O teletrabalho veio para ficar, as plataformas como o uber eats e a glovo foram massificadas. Surgiram novas profissões e novas formas de trabalhar.

Enfim…é um novo paradigma que veio para ficar. E nós trabalhamos exatamente na construção das ferramentas necessárias a esta mudança de atitude.

Contudo, não podemos desvalorizar as ocasiões em que estamos juntos, como equipa ou com os nossos clientes. Em sessões presenciais de trabalho em que se partilham ideias, conversas e sorrisos. Não há nada que substitua o toque humano nas relações.

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